Certa vez, um homem procurou um sábio e disse-lhe:
_ Preciso contar-te algo sobre alguém; você não imagina o que me contaram a respeito de....
Nem sequer chegou a terminar a frase, quando o sábio ergueu os olhos do livro que lia e perguntou-lhe:
_ Espere um pouco. O que vais me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
O homem retrucou-lhe:
_ Peneiras! Que peneiras?!
O sábio então respondeu-lhe:
_ Sim. A primeira peneira é a da verdade. Você tem certeza que o que que vais me contar é absolutamente verdadeiro?
Então, o homem respondeu:
_ Não. Como posso saber? O que sei, foi o que me contaram.
O sábio então ponderou:
_ Então, suas palavras já não passaram pela primeira peneira. Vamos então, à segunda peneira: a bondade. O que vais me contar, você gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
_ Não! Deus do Céu, não, nunca!
_ Então suas palavras também não passaram pela segunda peneira. Vamos agora à terceira peneira: a necessidade. Você acha necessário contar-me esse fato ou mesmo passa-lo adiante? Resolve-te alguma coisa? Ajuda a alguém em algo? Melhora alguma situação?
_ Acredito que não, disse-lhe o homem.
_ Então, suas palavras também não passaram pela terceira peneira.
Assim, o homem concluiu que nada restar-lhe-ia a contar ao sábio, uma vez que suas palavras não passaram pelo crivo das três peneiras.
E o sábio concluiu, sorrindo-lhe:
_ Se suas palavras passarem pelas três peneiras, conte-as! Tanto eu, quanto você e os demais iremos nos beneficiar de seus resultados. Caso contrário, esqueça-as, enterre-as. Será uma fofoca a menos a envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz. Da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder aos impulsos de passa-lo adiante, submeta-o ao crivo das três peneiras por que:
PESSOAS SÁBIAS FALAM DE IDEIAS;
PESSOAS COMUNS FALAM DE COISAS;
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS!
Reflexões



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